Proc. de Fabricação do ETANOL

Processo de fabricação do ETANOL:

TRABALHO, PERSISTÊNCIA, DETERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO.

Nosso processo de produção tem início a partir do plantio da cana-de-açúcar, matéria-prima adequada e que garante simplicidade e economia ao processo, basta extrair-se o caldo do colmo da cana e fermentar a sacarose nele contida para obter-se o etanol, levando em consideração o rendimento industrial como aspecto mais relevante.

Etapas do processo:

1ª etapa: Implantação e Colheita da Cana

Para se obter um bom resultado da lavoura de cana-de-açúcar é importante que cada passo na implantação da mesma seja feito obedecendo todas as recomendações técnicas fornecidas pela nossa equipe, como: a escolha do local, análise do solo e recomendação da adubação, preparo do solo, sulcação e adubação, escolha da muda da cana, distribuição da muda, tapação dos sulcos, controle de ervas e pragas e por fim proteção da lavoura.

2ª etapa: O Transporte

O transporte da lavoura até a unidade industrial é feito por caminhões. Cada carga transportada pesa aproximadamente 16 toneladas. Hoje há caminhões com capacidade de até três ou quatro carrocerias em conjunto, aumentando muito a capacidade do transporte. Depois de cortada e transportada para a Usina, a cana-de-açúcar é enviada para a moagem, onde se inicia o processo de fabricação e do ETANOL.

3ª etapa: Moagem

A cana que chega à unidade industrial é processada o mais rápido possível, considerando que esta por sua vez é uma matéria prima sujeita a contaminações e consequentemente de fácil deterioração.

Assim, ao chegar na Usina após pesagem do caminhão, a cana é levada nas mesas alimentadoras para retirar a terra proveniente da lavoura, passa por picadores que trituram os colmos, preparando-a para a moagem.

Neste processo, as células da cana são abertas sem perda do caldo. Após o preparo, a cana desfibrada é enviada à moenda para ser moída e extrair o caldo. Na moenda, a cana desfibrada é exposta entre rolos submetidos a uma pressão de aproximadamente 250 kg/cm², expulsando o caldo do interior das células. Este processo é repetido por 05 vezes continuamente. Adiciona-se água numa proporção de 30%. A isto se chama embebição composta, cuja função é embeber o interior das células da cana diluindo o açúcar ali existente e com isso aumentando a eficiência da extração, conseguindo-se assim extrair cerca de 94% do açúcar contido na cana. O caldo extraído vai para o processo de tratamento do caldo e o bagaço para as caldeiras.

4ª etapa: Geração de vapor

O bagaço que sai da moenda com pouco açúcar e com umidade de 50%, é transportado para as caldeiras, onde é queimado para gerar vapor, que se destina a todas as necessidades que envolvem o acionamento das máquinas pesadas, geração de energia elétrica e o processo de fabricação ETANOL. O bagaço é muito importante na unidade industrial, porque é o combustível para todo o processo produtivo. Um bom sistema térmico é fundamental. Usamos processo vapor direto, vapor de escape e vapor vegetal.

Geração de energia elétrica

Parte do vapor gerado é enviado aos turbogeradores que produzirão energia elétrica suficiente para movimentar todos os acionamentos elétricos e a iluminação.

5ª etapa: Tratamento do Caldo:

Neste momento, o caldo é aquecido em aproximadamente 105ºC , e após isto, decantá-lo. Após a decantação, o caldo clarificado irá para a pré-evaporação.

6ª etapa: Pré-evaporação:

Na pré-evaporação o caldo é aquecido a 120ºC, evapora água e é concentrada a 20ºBrix. Este aquecimento favorece a fermentação por fazer uma esterilização das bactérias e leveduras selvagens que concorreriam com a levedura do processo de fermentação.

7ª etapa: Preparo do mosto

Mosto é o material fermentescível previamente preparado. O mosto na Usina DASA é composto de caldo clarificado,O caldo quente que vem do pré-evaporador e resfriado a 30ºC em trocadores de calor tipo placas, e enviado às dornas de fermentação. No preparo do mosto, define-se as condições gerais de trabalho para a condução da fermentação como, regulagem da vazão, teor de açúcar e temperatura.

8ª etapa: Fermentação.

Na fermentação é onde ocorre a transformação dos açúcares em ETANOL. Ultiliza-se uma levedura especial para fermentação alcoólica. No processo de transformação dos açúcares em etanol há desprendimento de gás carbônico e calor, portanto, é necessário que as dornas sejam fechadas para recuperar o álcool arrastado pelo gás carbônico e o uso de trocadores de calor para manter a temperatura nas condições ideais para as leveduras. A fermentação é regulada para 28 a 30ºC. O mosto fermentado é chamado de vinho. Esse vinho contém cerca de 8% de ETANOL. O tempo de fermentação é de 06 a 08 horas.

9ª etapa: Centrifugação do vinho

Após a fermentação a levedura é recuperada do processo por centrifugação, em separadores que separam o fermento do vinho. O vinho delevurado irá para os aparelhos de destilação onde o álcool é separado, concentrado e purificado. O fermento, com uma concentração de aproximadamente 70%, é enviado às cubas de tratamento.

10ª etapa: Tratamento do fermento

A levedura após passar pelo processo de fermentação se “desgasta”, por ficar exposta a teores alcoólicos elevados. Após a separação do fermento do vinho, o fermento a 70% é diluído a 25% com adição de água. Regula-se o pH em torno de 2,5 a 3,0 adicionando-se ácido sulfúrico que também tem efeito desfloculante e bacteriostático. O tratamento é contínuo e tem um tempo de retenção de aproximadamente uma hora. O fermento tratado retorna ao processo para começar um novo ciclo fermentativo; eventualmente é usado antibióticos para controle da população contaminante. Nenhum nutriente é usado em condições normais.

11ª etapa: Destilação

O vinho com 8% em álcool é enviado aos aparelhos de destilação. A DASA produz em média 500 m³ de álcool / dia, em dois aparelhos, um com capacidade nominal para 150m³/dia e outro para 350 m³/dia. Produzimos etanol hidratado carburante, e etanol anidro carburante

Na destilação do vinho resulta um subproduto importante, a vinhaça. A vinhaça, rica em água, matéria orgânica, nitrogênio, potássio e fósforo, é utilizada na lavoura para irrigação da cana, na chamada fertirrigação.

12ª etapa: Qualidade

Todas as etapas do processo são monitoradas através de análises laboratoriais de modo a assegurar a qualidade final dos produtos. As pessoas envolvidas passam por treinamentos específicos, capacitando-as a conduzir o processo de forma segura e responsável, garantindo a qualidade final de cada etapa que envolve a fabricação de açúcar e álcool.

 

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